Plasma

(para Marcelo Tosta)

Empondera-te da significação
com a paleta do sangue
e empreende em tuas cores
o vermelho inicial,
plasmando o texto irrepetível
nos olhos da existência:
um sol que se prolonga
até o centro povoado-
insular do homem,
matéria de fuga,
mito de si.
Cava buracos ao negro,
pintando teu primeiro amanhecer.
O ávido, o materno,
ave da terra,
engendra tua inocência
de sêmen e foice;
abre feridas no véu
de minha própria adolescência.
Face da paisagem,
na constituída entranha
de personagens que, espelhos,
admitem o vulto
e reencontram os rostos enamorados
de si mesmos;
reconstroem o abismo
de nascença.

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