Não tenho mais
medo das palavras.
Por medo, a carnadura da fuga.
Não mais que um modelo vivo
franqueando o traço,
na transpiração do neutro,
desconstituindo o branco.

O que não seja possível
irremediavelmente
num cinzel, no meu corpo,
na chuva. Encontrando
palavras que esvaem.
Névoas de lascas
esperam.

Dos meus dentes,
as marcas.
Sorrindo, a raiva.
Ainda o nada
parado à porta de nós.
Despido, o medo entre
mim e mim.

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