poesia

Livro

Abismo gutural, relvado. Silencioso voo.
Os verdes das páginas, que traduzem a branca queda.
Tudo, solar. O mundo a se desentranhar, de longe.
As mãos que eclipsam a palavra. Tomo-a chão, em meu leito.
Entre mim e mim: Tu, não te abres.
Pensava que a tradução, ao lado. E prossegui pela direita.
Como que outro livro, depois, um estranho – nunca me disses.
Outro sol também, talvez. Lia para a morte.
E a vida findava-se desde o primeiro toque.

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