Fugere

Anelo os rios de teu cabelo,
anjo desapiedado de mim.
Foges para as vidraças do céu.
Sustento os cacos dos fios,
os que cortaste.
Meu sangue tem raiz em tua cabeça,
orbe de minhas mãos.
Afago-te o planeta:
meu sangue, meu rio, meu anjo.
Chamar-te estreita-me em aneurismas.
Teu lago – fechas-me em foz.

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