Olho para o mundo
como se nunca tivesse existido.
Custa-me o dom do apagamento:
duas pupilas irrecuperáveis,
noite no azul do dia.

Minha visão segrega os homens,
eles não me acham.
Cada vez que bato,
dão com a porta de minha existência na cara,
eles não me abrem.

Mas redesenho
trilhas irremissíveis,
perdões grandiosos.
Relíquias que perduram no fundo do oceano
ao topo do futuro.

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