poesia

Ocaso

“Eu te amo”, disse para as cinco horas da tarde.
E sua pata me afogou em seu abraço de crisol,
já para dentro ao mundo, a luz suspensa.
Uma noiva que teme os desdobramentos da celebração,
mas tão pronta, pós-Ofélia,
flutua molhada ao redor da Rodrigo de Freitas.
Os pedalinhos, toda a lagoa, invejando nosso afundamento.

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