Lendo aquela moça

A moça é um tufão, que chega aconchegado;
tem a legitimidade dos abusos, a durabilidade dos espantos.
Natural como ninguém dentro de um torpedo,
amacia uma rocha para salientar suas camadas umbráticas
depois da queda: invaginações perfilhadas de peixes;
nomes augúrios do nada – um bebê, um submarino, uma roseta.
Enumera o que se abre, para brincar de esconder
o deambulado coração em pulos.
Sustenta com a boca: palavra lambe palavra.
Como um gato procedendo o banho.

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