poesia

Retrato sonhado

O livro, fotografado em primeiro plano,
torna-se ainda mais livro – e mais
do que representação deitada na paisagem.
Cor de terra sobre a ausência azul
– porque é muito azul debaixo da terra,
é também o horizonte largo do que não se mostra;
nítida forma que entra no irreal – este livro,
para indagá-la – existo? Sabe que persiste
e como que se abre, finalmente,
inclinado à brecha;
reduzindo a simetria à fala de um louco.
Lúcido o que se sonha:
realidade impalpável, corpo lançado
que atravessa – imóvel: está nu.
Vemos. E cegamos.
A terra ali mesmo se fecunda,
duplicando a potência navegante.

história íntima da leitura - foto: Sandrio Candido

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