PARA NUNCA ESQUECER

como a mulher me derrama
sob as bençãos do meio dia.

Vejo teu quadro, Georgina,
é verão, estamos sós,

logo mais, a tarde
também cairá sobre mim.

Podemos falar
de ausência à ausência.

Até que teus visitantes,
com seus olhos desprezados pelo mundo,

me encontrem aqui

entre teus cabelos?
na vaporosidade do vestido?

É o modo como o teu corpo afasta
o tecido, o que te veste.

A duração da cor
movimenta o teu nome

entre a flor e o suor,
minha solidão.

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