poesia

Sevícia

Não, não dizer palavra.
Nada que assente ao desgosto
seu ar vitorioso
(deitar a sete palmos
setenta nomes que não tocaram).
Há quem ao redor de um muro
escape pela porta da frente;
há quem meta todas as grades.
A quem falta o mal
ou o mal prodigaliza:
mata pelo devaneio
a que chama memória,
reino de um império extinto,
– antes, não havido;
renome de matéria nenhuma.

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