Todas as casas me violaram. 
Deponho elementos ao andar. 
O tempo é de desamparo, chão de rodas; 
patas e estradas são flores que não vicejam. 
Mas ando como se me encaminhasse ao paraíso. 
Aos meus pés, a vertigem dos seixos, 
a aura afogada dos rios.
O ninhal dos ventos consuma seu voo
desfazendo as minhas pegadas.
Na terra em que não piso,
quero construir minha morada.

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