poesia

O corpo artificial

Se tento usar a memória,
recebo imagens transtornadas:

Cegonhas da infância
apascentam leviatãs
que devoram a história

hobbesediada.

Todos contra todos.
Recordar é nome altero,
um corpo artificial

ao estado da natureza humana
que deflagra amor e lembra
esse mesmo corpo que se dilui

e se usura
sob a política da vertigem.

Contrato de horas, imagens e páginas;
pólvora no pálio dos olhos;
viver é uma invenção autoritária:

lembra que o branco em guerra
mancha de imprecisão.

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