poesia

Falar pela boca do poema

é, não ainda, o uivo
mas o toar do vento,
que emudece o bicho,
e faz o amor do homem.

Até que por onde rasgue
a garganta pelo corpo do pássaro
com seus lábios de asa, beijá-lo.

Pela boca do poema,
onde boca já não há,
e todos os lábios
murmurem de ti
o que a brisa soa

quase voz.

Padrão

Um comentário sobre “Falar pela boca do poema

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s