Senta no chão do quarto. A tarde esvaindo em crepúsculo, sempiterna melancolia. Figura a mulher em seu retângulo: furioso dissidente: mata e morre – de delicadeza. Então grita em desajuste, o ausente. A vida toda tendo de falar baixo. Febril, impaciente. Pegar um livro e não lê-lo, sonhá-lo toda tarde, todo cansaço. Redescobrir o livro, com a violência que é só sua. Se houver o tempo, no poente. Camas sonham, enciumadas. Páginas ofertam. O corpo rosna. A solidão escava. O que tornou abstrato é, talvez, um bicho. O que só mesmo subindo ao leito, a cavalgar, reouvesse o centro. Muitos poemas iguais. Mas qualquer coisa de indigesto draga a boca. Sentencia sozinha. Não pode gritar – o féretro. Que a cama leve – o sonho em trevas. Está na queda. Dura.

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