poesia

Damião Experiença

Libertos da gaita gaiola,
os pássaros atônitos de Damião
lançam no ar
o caos sistemático.

Como se afinassem o delírio.

Um hospício de sons:
o violão, berimbau
de um marinheiro só
e desertor.

Que golpeia o ar a chibatadas.

Na garganta, ave debandada.
O corpo negro, negro,
sobreposto de acústicos
agouros.

Perfura o Planeta Lamma, planeta limo.

Damião beirando o cais:
“Que dor eu sinto”.
Experimenta o dialeto, a marimba, a sina.
Alma que não tem espaço:

“Só os mendigos salvam o planeta”.

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