poesia

Morre-se pelo espinho de uma rosa.
A beleza é o aroma dessa morte
rilkeana – anjo que desdenha
o fogo, certo da chama destruidora.

Escreve a terrível dor das setas
na alma das rosas – flechas acesas
fulguram em língua estrangeira;
os alvos cravados na legião da carne:

poesia sebastiana.

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poesia

O silêncio que devora a noite
é o mesmo que me come o coração,
sem preliminares.

Feito de estocadas,
golpes,
galopes surdos.

O silêncio
é um homem bruto
cuja fome esqueceu de gemer.

Vara pelas horas,
equídeo e solitário,
desmembrando-me.

Arranca, a pancadas,
um uivo negro, abortado
de caminhos que ele mutilou.

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