poesia

Há quantos anos te deitas com a velha agonia,
mais do que com todos os homens e mulheres que te beijaram na vida?

Acutilada, a existência destas marcas no teu rosto (nos seus rostos);
as invisíveis sequelas. Persistem, ulteriores.

Derramarão. Desde o ventre, renascidas. Como que por tuas mãos
no teu parto, desgarrando o mundo. Face a dor, grande dor.

Porque em todas as mãos há deuses desta história antiga, povoada e vazia.
Os deuses não dormem, não permitem que partas.

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3 comentários sobre “

  1. Deitar-se com a agonia, com a fúria, com a vontade de exílio. São tantos amantes desalmados que nos arrancam a carne a cada noite. Mais que homens ou mulheres, sem dúvida, cada um deita-se e entrega-se incondicionalmente mais a esses sentimentos inglórios. E os deuses só observam…
    Perfeito, Beta!
    Beijo.

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