poesia

Manhã

Uma luz de afogado penetra o corpo
Silencioso o quarto como a bruma.
Um homem, menos que alma, o porto
Sem mar em que um poema apruma

Suas réstias; venceu a noite.
Mas, como o dia que jaz inerte na varanda,
O frágil azul – se fez açoite
Do canto que não veio, nem a ciranda.

Padrão

4 comentários sobre “Manhã

  1. sandriocandido disse:

    há uma desesperança, uma melancolia, um voz sem cor entrecortando as linhas desta esperança, certa vez escrevi, que o amanhecer é uma promessa não acontecida, ler-te agora reforçou me esta ideia. esperança banhada nos abismos…
    beijos

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s