poesia

Alonso, alucinas

Cavaleiro andante, máquina de sonhar, estivais te vazam
sol, o sal de horas. Alonso, alucinas. Infantaria antiga-donzela.
Prescreves os moinhos, esmagando tosses e ternuras gordas
que esmurras no vento – só – o tempo te erige, monstro secular.
Nos banquetes de fome, nos desertos, orbitam hordas
que erguem teus túmulos; páginas e páginas, bibliotecas que duelam.
De há mares de menino: cheirando entranhas de delírios,
lombadas de amor; o combalido nome que lês enroscas nas patas,
Dulcineiamente cavado nestas palavras brutas de poeira
– terras encasteladas e orifícios por onde vergam
corpos de sobrinhas, escudeiros, adversários.
Ronrocinantes fantasias – no intumescido coração
que, com fé, teimo ainda em ver na direção do vento.

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3 comentários sobre “Alonso, alucinas

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