poesia

ferro, brasa e palavra

marcada a ferro, brasa e palavra
cunhada a pecados,
divinos torpores.

por doutrina, naugrafada
nada além do sal das águas.

nua pedra riscada
rebuliço marinho
e amor, canto de morte:
ferro, brasa e palavra.

liberta, cego abraço
que não se vê, mas se toca
com um corpo carregado
– esta terra etérea de sons.

marcada a ferro
e a brasa e a palavra
descalabro
– esta terrível amplitude.

amiúde canto
o longo brado
a impossível completude.

tudo que doma, se deforma
conforme os encontros
longas jornadas.

eu traio o teu nome
atraio os chamados.

soturna, tua chama
me acha, tua noite
queimando horizontes.

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8 comentários sobre “ferro, brasa e palavra

  1. Beta, os poemas em tuas mãos estão sendo como instrumentos com que, cada vez mais, tomam contigo intimidade.
    Afias as palavras nos versos como notas se equilibram nas cordas de um violino… harmonia, musicalidade…

    Este guardo comigo, até que saia “o” livro!;)

    Beijos.

    Curtir

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