Como palavra

Palavras, evocações que faço
Beberagens do desconhecido
Sob a areia dos meus pés
Fortuitamente, o delírio.

O jorro profundo o silêncio
Seminal do indizível
A liturgia do poema.

Clivada de oculto, não meço
Que levo uma espécie
De vida dupla, movediça
Transubstancio-me na coisa

Da lida da lira.
Como palavra me abro
Ao rito vertida.

6 comentários sobre “Como palavra

  1. “Como palavra”, que pode ser uma fome, ou o que a compara… mas que o delírio não apare os passos, talvez apenas ampare o estado ritual.

    Beta, que liturgia!
    E o “transubstanciar”, então…

    Bem, aqui silencio. Fico com teus ecos.

    Curtir

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