poesia

Libelo

Um libelo, a existência
Teço agulhas como quem
Espreme espinhas
A minha mão é uma flor
Exprimo voos de libélulas.

Doutrinar os estóicos
Com as desgraças do ciúme:
Peco mais por me deixar vagar
Tão neutra como quem se perfuma
Sem dono, o meu corpo é um pórtico.

Estupidez proeminente
O êxtase secreto
De burlar as regras
Um abandono, profunda alegria
De protozoário no universo.

Padrão

7 comentários sobre “Libelo

  1. Beta,

    Essa capacidade de pôr perante asas de libélula a rajada de versos seguintes fortes, impacta-me!
    Fazer versos onde a delicadeza “rima” bem com o que avassala é obra-mais-que-prima.

    Beijos, menina poeta.

    Curtir

  2. ei, beta, eu vou comer até os protozoários dos teus versos. isso lembra da professora de biologia que nos chama de esquitossomose. porra, eu vou chamá-la de mary stuart só pela história?

    beijos.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s