Libelo

Um libelo, a existência
Teço agulhas como quem
Espreme espinhas
A minha mão é uma flor
Exprimo voos de libélulas.

Doutrinar os estóicos
Com as desgraças do ciúme:
Peco mais por me deixar vagar
Tão neutra como quem se perfuma
Sem dono, o meu corpo é um pórtico.

Estupidez proeminente
O êxtase secreto
De burlar as regras
Um abandono, profunda alegria
De protozoário no universo.

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