poesia

Bordô

Tuas mãos me alcançam,
despejadas de flores.

E o enigma das palavras
Tatua ávidas carícias
(Cruel, delicado
Perfume que não se toca).

Ponteias o fundo falso da realidade
– sabes que corro praias nuas
À cata de uns corações raros.

Tua efígie, um rumor de serpentes,
Brinca à borda da luz da solidão
(Desvios não mensuram
A curvatura dos desejos).

Avanças na paisagem,
Eva sobre o Mar Egeu:
Bacante és.

Debuto a vida, faminta pressa
Bem quieta, acesa nas idéias.

Mas o teu farol,
ele envenena o meu mar
De sonhos…

Padrão

11 comentários sobre “Bordô

  1. Beta, há uma liberdade deliciosa permeando esse poema, que é preciso ler duas, três, muitas vezes, até incorporá-lo à própria matriz e se identificar com ele.

    Beijo

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  2. coisa bonita, beta, barroco, como todo grande amor.

    gostou da nova cara do INCENDIÁRIO? que bom!
    o blogger me obrigou a reformular o espaço, a página vivia desfigurada por causa de umas ferramentas novas para o layout que o blogger inventou. então, fui obrigada a mudar, me adaptar.
    que bom que vc passa por lá também, fico feliz.

    beijo, querida.

    Curtir

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