Ínfimo modo

Inteira vivo pra dizer: nasci.
Planto aves e senões.
Sou agulha num palheiro.
Um feno na tarde, sob o sol.

Colhes o meu ínfimo modo de te escolher.

Me invades,
Sazonal, tão violável
Impura herbácea rasteira.

Como se um pouso
As andorinhas no meu rosto
Cultivam seus gerânios.
Eu nada sei da brotação.

Pendo pro voo
O aroma macio
Atento ao viço da moça.
Imponderável, germino.

Que mais perfume que o visgo e a gosma?

Mais profundo é existir.

11 comentários sobre “Ínfimo modo

    • Querida, linda é a sua leitura. Complementa a própria escrita, no que ela tem de leve e essencial. Germinemos, pois, na beleza do florescer. 🙂 Obrigada pelo olhar-pólen!

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  1. Beta,
    Obrigado pelo comentário deixado em meu blog. Estou muito surpreso com a sua escrita. Este poema aqui, por exemplo, é de derrubar o queixo. Vou continuar lendo.
    Beijãooo,
    Chico

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