Revérberos

Leitmotiv das marés
Os vitrais cantam tua luz
Compungidos pelo brilho que refletes
Os espelhos, os espelhos te louvam.

Como se a medida de existir fosse um clarão
Cada raio se arvora a renascer.
Meu corpo de terra reverbera enchentes
Eu, os vitrais, espelhamos a tua grandeza.

Luminosa, exaltada, te vejo
Portando o alabastro dos meus sonhos de menina
Que te olhava, fendida nos teus ciclos
Cravada por sombras que entrevia se o

Velocímetro indizível, fugo espaço de correr
Não te preenchesse com os gestos da luz.

Vagavas muda, pálida ofegância
Grávida de uns sonhos entornados
Se a grande flor não te nutrisse
Solar, da energia de viver.

Por ínfimo que seja este canto
Recebes de mim o dízimo
Do amor que inspiras

Em mim, humanidade,
Para quem és
O símbolo e o satélite
De um Bem maior.

4 comentários em “Revérberos

  1. Roberta, peço desculpa pelo meu lapso…
    Já tinha lido este poema. Acho-o magnífico.
    Li outros poemas seus e a qualidade é uma constante.
    Vou colocar o seu link no meu blogue, para não me perder ao atravessar o oceano para a visitar…
    Bom fim de semana.
    Um beijo.

    Curtir

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