Renascimento

Olha-me, em estertor, uma mulher: ardente, vital, um rasgo de entranhas. Como se, numa selvageria, arrancasse do peito um coração, e no lugar da mulher soçobrasse o vermelho delirante, pulsando de temor o divino em si. Eu lhe digo latejâncias, e com o vigor de quem ama, comunico-lhe os limites violentos da vida e da criação. Sôfrego, dum fundo de abismo, um coração quase me mata à queima-roupa. Pálida a mulher, fenda de mim, respira-me, até que poeta, renasce do sumidouro da morte simbólica, aturdida e fertilizada por seu próprio encanto. A ponto de proceder lirismos, ela me abraça. Por fim entende que o seu nome ressuscita.

 

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