Quando me faltam asas

Sinto que me morre um pássaro
Quando me faltam asas:
As serpentes estão lá
Se esgueirando pelo chão.

Nos rincões da morte
Nudez, mornos vapores
Não voaram.

Não me cabe contestar o vento
Nem amputar o espanto
De brecar a decolagem.

De repente, a palavra empalha,
Empilha nos túmulos
E nos estilingues.

Passaredo engano,
Tão só palavra
Paliativa.

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