oldies: sede (blogger), poesia

Insígnias

Meus símbolos são insígnias que recorrem:
flores, selvas, febres, águas.

A coisa nunca é só e mora na pluralização.
Como estertores.

Ou violinos que enlouquecem
cordas do meu canto.

Isso costuma se dar em bosques, poentes.
Até pontes! Geralmente à beira de algum abismo.

Essas palavras, essas que aviltam o novo,
moram no mistério suspenso de signos ciclotímicos.

Marcham aliteradas, assonantes.
Vivem a disfasia do enredo.

Não há aparte que se faça no pacto da significação.
Também não há fuga.

De praxe, vêm. Polinizam os mesmos mistérios brancos.
Caem à maneira de chuva, de pétalas: atemporais.

Docemente, nadam, nadam.
Pra morrerem no mar de Caymmi.

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Um comentário sobre “Insígnias

  1. É doce morrer [de sede em frente ao mar] – [en]cantaria Caymmi.

    Eu, que não canto, come[n]to palavras, e digo que tua poesia impregna-nos olhos, dedos, cabelos…

    Adoro me permear das palavras que são permanecíveis, recorrentes nos poetas; reconhecê-las, ir sentindo como dão voltas e voltam sempre “polenizando” tudo.
    Há sempre aquelas que lhes são inerentes, que fazem parte da sua natureza, e tão naturalmente tomam parte do vocabulário pessoal de quem escreve com a parte de dentro que “a carne veste”.

    Gosto tanto da tua escrita!

    Curtir

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