oldies: sede (blogger), poesia

Marítimo

O infinito a minha frente pede
olhos mareados de horizontes,
meus limites não diviso
senão no que concebo da vastidão de mim.
Contenho extremos de estrelas –  de céu-mar,
faz mistério de leste a oeste.
Gigantesca, aposso-me da brisa,
do sol derramado,
das peles que queimam verões.
Antes de chegar o amor e arrasar
com toda simbologia marítima,
e me fazer crer que a imensidão vagante de mim
é você, que gira o sol,
perfuma minha pele,
gira, gira o amor por dentro
do que contemplo nessa tarde já ida
de pássaros e de meninos.

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