digressões do sentir, dolências, oldies: sede (blogger)

Sem rendição

E de repente me lembrei. Assim, subitamente. O coração quis o beijo devorado pelo tempo das coisas tardias. A alma ficou mansa, grávida de um desejo bonito. Perigoso querer, na alvura destes instantes. Galopes e saltos das emoções ferinas. É que cabe acontecer deste jeito, perdidamente iludida de amor. Principio na descida de mim, e é tanto sol! Queimo, ardo, às vezes sufoco com tanto lirismo. Tenho medo de ser ferida, porque o meu instante é o das coisas breves, eternizadas pelo momento poético. É tão fácil que pareça leviano, mas é trágico porque não há rendição, muito menos modo de escolher.

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