Graça natural

Graça natural de quem possui uma delicadeza. O efeito dela sobre mim, compondo em meus dias sinfonias de acordes perfeitos. De acordo com o coração. Felicidade que inaugura com flores o presente, apruma o olhar para o futuro, quer para sempre, sabe dentro, mora onde há chama, deleita-se de bem querer. Quase consigo entender como uma grande alegria também dói. Devagar, surdamente, como ser humano e querer ser anjo. Como ser anjo e desejar ser terreno. É sublime e carnal. Depois dessa dor que não é bem dor, o corpo aquieta. E então, sorrisos. Apenas sorrisos. Dentes, olhos, duas bocas, alma presa à alma, e uma certeza milenar. E o que mais sei, se não que amo? Amo. Logo, sou dela. O que mais sei? – pergunto-me. Registro que sou esta, mulher atravessada de carinhos, de novos sóis, consagrada ao que restou de mim, nesta fusão de sentires, neste enroscar de pernas, no que nunca mais é abandono.

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