poesia

Tenho a arma de todos os dragões:
Labareda-boca
Dói-me a alma pela cicatriz
(E nem um pássaro empedrado doeria tanto).
As águas
Cicatrizam-me
Histórias de abandono.
Doem-me
Também pelos cotovelos
As paixões do arvoredo.
É o bicho tristonho
Movendo as pedras
Do meu rio sem margens.
Na fumaça que trago
Recobrem-me saudades.
Respiro fundamente a superfície
De um atroz
E absorto
Nada.

 

Nota

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